14 dezembro 2011

A mais curta história de Ficção Científica V

estrela-do-marApós tantos anos de espera, finalmente a humanidade seria agraciada com o tão sonhado encontro marcado com uma civilização extraterrestre avançada, vinda diretamente de uma galáxia distante. O mundo inteiro foi informado de que o famoso disco dourado enviado há anos por uma sonda terrestre finalmente havia sido encontrado.
Os governos se prepararam para a chegada dos visitantes e declararam aquele dia como especial, posteriormente sendo transformado em um feriado mundial. Naquele dia literalmente a Terra parou. Um estrondo alto semelhante ao som de trovões foi ouvido e em meio a relâmpagos, a gigantesca nave em forma de estrela do mar surgiu. De um facho de luz direcionado ao palco, montado ao redor da multidão histérica, um ser de aparência esguia com pequenos olhos a frente de uma cabeça alongada, desceu. Seu corpo cinza refletia o brilho dos refletores.
Ele fez menção de que ia falar e toda multidão foi silenciada. Todos queriam ouvir as palavras “inspiradoras” que sairiam da boca do representante de uma nova raça. Aquele momento entraria para a história. Todos estavam muitíssimos entusiasmados. Ele segurou o microfone e disse:
“ – Muito bem. Quero saber quem de vocês enviou esta porcaria feita de ouro e quem irá pagar os prejuízos. Este treco colidiu em alta velocidade com minha nave, a qual foi despressurizada. Fui obrigado a fazer um pouso de emergência em um planeta cheio de plantas carnívoras gigantes! Perdi dois braços, mas sobrevivi. Por sorte a nave de fuga ainda funcionava. Quando cheguei ao cinturão de nossa fortaleza percebi que o disco estava preso ao casco da nave. Ele refletiu todos os nossos sistemas de laser e escudo e os direcionou para as cidades. Foi um show de luzes (e destruição)! Fui expulso do planeta e me encarregaram de achar o culpado. Ah! E também quero saber quem foi o espertinho que me vendeu um playstation 2 com um chip clonado da última vez que estive aqui... E vamos logo com isso, porque tenho outros planetas para dizimar...”
Com certeza, foi inesquecível. E esta é a última coisa que me lembro.

Autor: Brian Oliveira Lancaster

 
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