30 abril 2012

Teoria do caos

1217439351984_f Aquela borboleta era imensa para os padrões de sua espécie. As luzes e a claridade ao redor faziam questão de enfatizar o brilho e a perfeição das cores do arco-íris estampado em suas costas. De repente, suas asas bateram...
Neste mesmo instante uma estrela morria na escuridão longínqua do universo, iluminando tudo ao redor através da expressiva metamorfose de uma gigantesca supernova. Seu brilho foi tão intenso que pôde ser visto da Terra, quatro mil anos depois.
A borboleta voou e pousou sobre o ser feito de barro que permanecia no chão. Um forte vento vindo de cima deu-lhe vida, o que a desorientou por um instante. Logo percebeu que havia ganhado um nome, enquanto atravessava a parede dimensional e invisível do infinito.
Suas asas bateram pela última vez quando a menina a espetou com um alfinete e a colocou num quadro feito de isopor, embaixo de enormes letras que juntas formavam a frase “preserve a natureza”.

Autor: Brian Oliveira Lancaster

 
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